22/02/2024 às 14h50 - Atualizado em 27/03/2025 às 14h15

Diálogo com setor produtivo para consolidar economia local

COMPARTILHAR

Diálogo com setor produtivo para consolidar economia local

 

Secretário Ney Ferraz apresenta balanço das contas públicas, anuncia parceria com empresários e prevê mais R$ 4bi para investimentos

 

O bom cenário econômico do Distrito Federal foi apresentado ao Grupo de Líderes Empresariais (Lide), nesta quinta-feira (22), no Lago Sul. As ações do governo vão permitir o investimento de mais R$ 4 bilhões em programas e obras importantes para a capital somente com recursos próprios, valor que pode chegar a R$ 6 bilhões com empréstimos da União e de organismos internacionais.

 

Esse fôlego nos investimentos ocorre após o DF atingir a Capacidade de Pagamento (Capag) A. Esse é um índice do governo federal que mede a saúde financeira das unidades da federação e define quanto os estados podem captar em empréstimos junto à União.

 

Em 2021, o DF passou da letra C para a letra B na Capag, algo que não ocorria desde 2014, e agora em 2024 ele atingiu a letra A, medida que foi comemorada pelo governador Ibaneis Rocha.

 

“Viemos trabalhando desde 2019, não podemos dizer que está folgado o orçamento, porque a gente trabalha com muitas intempéries. Nós começamos o ano, por exemplo, com a crise da dengue, que é muito forte, e a gente tem que fazer grandes investimentos”, avalia o governador Ibaneis Rocha.

 

“Estamos mantendo o caixa em dia para pagar salários em dia, para dar reajuste para os servidores e fazer as obras. Com isso, conseguimos uma coisa muito importante, que é ampliar a capacidade de investimento na cidade”, completou.

 

O almoço-debate do Lide reuniu o setor produtivo e membros do GDF, incluindo o governador Ibaneis Rocha, a vice-governadora Celina Leão e o secretário de Economia, Ney Ferraz, responsável pela apresentação dos números aos participantes.

 

Em suas colocações, Ney Ferraz citou o superávit de R$ 2,6 bilhões em 2023, destacou as 8,7 mil nomeações de servidores públicos desde o ano passado e a garantia dos pagamentos em dia de contratos do governo. Ele também trouxe uma proposta de criação de uma câmara técnica envolvendo o governo e o setor produtivo para avaliar cenários da economia, propor e contribuir com políticas públicas e manter o diálogo constante.

 

O secretário explicou que as perspectivas para 2024 não eram as melhores, visto o impacto provocado pelas leis federais 192/2022 e 194/2022, que alteraram o ICMS dos combustíveis, da energia e das comunicações. Mesmo assim, o GDF fechou o ano passado com as contas positivas.

 

“No ano de 2024, já tendo esse colchão e melhores perspectivas nos âmbitos distrital e federal, tudo leva a crer que teremos um ano mais saudável financeiramente para podermos garantir a folha de pagamento dos servidores, os aumentos que o governador já implementou, bem como os programas sociais, expansões da saúde, da educação e das obras”, destacou Ney Ferraz.

 

Ainda segundo o secretário de Economia, a meta em 2024 é superar o ano anterior. “Nós temos essa intenção de não aumentar os impostos e melhorar a performance da arrecadação com novos sistemas, com a conscientização da população de exigir as notas fiscais quando adquirir produtos e, acima de tudo, não adianta arrecadar muito, e sim gastar bem”, acrescentou.

 

LIDE BRASÍLIA

 

Fundado no Brasil em 2003 e presidido pelo empresário Paulo Octávio, o Lide é uma organização que reúne diversos setores com o objetivo de fortalecer a livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social.

 

Na visão de Paulo Octávio, os números apresentados mostram um cenário animador para o DF. “A notícia do superávit é muito alvissareira, porque nos permite entender que os investimentos que o governo tem que fazer em salários, em contratação de novos funcionários, no aumento dos salários que foi prometido, isso pode ser arrumado. E a arrecadação aumentando significa que teremos muitos eventos, congressos, seminários, a cidade ocupando cada vez mais o seu papel institucional de capital da República, cada vez mais efervescente. Isso aquece a economia, gera mais empregos, novas empresas investem em Brasília e nós temos que atrair empresas mesmo”, elogiou Paulo Octávio.

 

Com informações da Agência Brasília