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Secretaria de Economia debate setor de tecnologia e inovação – Secretaria de Economia do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
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3/09/21 às 14h59 - Atualizado em 3/09/21 às 14h59

Secretaria de Economia debate setor de tecnologia e inovação

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Empresários e entidades puderam propor iniciativas e apresentar demandas durante módulo “Na Hora de Ouvir” do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia”

 

A Secretaria de Economia promoveu, nesta quinta-feira (02), a quinta oficina do módulo “Na Hora de Ouvir” do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia”, uma parceria com o Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do Distrito Federal (CPPGG-DF). O encontro reuniu equipes do Governo do Distrito Federal com empresas e entidades ligadas ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que puderam traçar um panorama da categoria e apresentar propostas e demandas.

 

O setor, segundo dados apresentados pela Codeplan, representa 6,8% do PIB brasileiro e emprega mais de R$ 1,7 milhão de pessoas no país. No entanto, o ecossistema de tecnologia e inovação apresenta números mais tímidos no Distrito Federal em comparação à média nacional. Em Brasília, o macrossetor de TIC, inovação e start-ups absorve cerca de 25 mil postos de trabalho e conta com um Parque Científico e Tecnológico, o Parque Tecnológico de Brasília (BIOTIC), outro em implantação e um terceiro em fase de projeto.

 

A realidade do DF se amplia quando se fala do Centro-Oeste, que ainda conta com baixo índice de ocupação dos espaços tecnológicos, de registro de patentes e de implantação de projetos de inovação, que se concentram basicamente no Sul, Sudeste e Nordeste.

 

Tal contexto contrasta com o potencial identificado pelos participantes da oficina, que foram unânimes em apontar Brasília como uma das cidades com maior espaço para crescimento e consolidação. Segundo o secretário de Economia, André Clemente, a área é uma das mais estratégicas para o GDF. “Não podemos mais perder tempo. São muitos recursos envolvidos e muito compromisso com a cidade. Se tem uma área que temos em que nos debruçar mais do que qualquer outra é essa de tecnologia. Precisamos da ajuda de todos para colocar Brasília na vanguarda, no centro da discussão”, disse.

 

Segundo Ricardo Caldas, presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), o setor precisa mais do que nunca do apoio do poder público. “Nós entendemos que o setor de tecnologia é uma das vocações do DF. Cresceu e se desenvolveu pela iniciativa privada, mas agora chegou o momento de o governo nos estender a mão”, apontou ele, que sugeriu uma maior aproximação entre Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e empresas.

 

Para o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), Rodrigo Fragola, a oficina é uma oportunidade única de convergência entre empresas, entidades e o poder público. “Um prazer ser ouvido, talvez pela primeira vez na história, pelo GDF”, disse.

 

Para Fragola, é necessário ampliar linhas de crédito específicas para empresas locais, que acabam competindo em desvantagem com mercados já desenvolvidos do Brasil todo. “Devemos ter um projeto de Estado para o setor, que aponte para onde o DF quer ir”, afirmou.

 

A fuga de mão-de-obra e capital humano para outros centros e a concorrência com o mercado internacional também foram temas abordados no encontro. Djalma Petit, presidente do Centro de Tecnologia e Software de Brasília, falou sobre a importância do emprego de alta qualificação. “Um emprego qualificado gera toda uma cadeia de novos empregos de menor qualificação”, indicou. Izis Lira, assessora da Diretoria de Negócios, Ciência, Tecnologia e Inovação do BIOTIC, também destacou o fenômeno como uma realidade. “Temos vários talentos de Brasília que não estão mais aqui. Sem oportunidades, levam sua capacidade intelectual e seus investimentos para outros centros”, disse.

 

A atração de empregos no setor é um dos desafios tanto do poder público quanto da iniciativa privada, que muitas vezes vê um potencial investidor de uma start-up até desistir do investimento local por conta de propostas de emprego em outros polos. Christian Tadeu, presidente do Sindicato das Empresas de Serviço de Informática do Distrito Federal (Sindisei-DF), foi enfático em apontar o setor de tecnologia como um dos motores de revolução de Brasília. “O setor pode mudar a realidade da cidade. Temos o maior ticket salarial e uma das maiores taxas de inclusão de gênero e raça. Também somos o segundo maior contribuinte de ISS”, apontou.

 

O cenário atual do setor no DF acaba impedindo a chegada de investimentos estrangeiros na economia local. É o que aponta Gilberto Lima, presidente do Instituto Illuminante de Inovação Tecnológica e Impacto Social. Para ele, “é responsabilidade de uma capital federal pautar o país”. “Uma empresa genuinamente brasiliense só se sobressai se for muito boa, porque a competição é grande”, acredita. “As demandas dos dias de hoje estão em um nível absurdamente alto. Com ideias burras não se faz uma cidade inteligente. Temos um potencial enorme de transformação econômica e social”, classificou.

 

Start-ups

Outro ponto amplamente abordado na reunião foi a dificuldade das empresas em romper o chamado “Vale da Morte” das start-ups, período em que a empresa caminha no negativo até conseguir atingir um ponto de equilíbrio. Segundo especialistas, nesse período a start-up precisa de recursos financeiros para desenvolver sua ideia do projeto ao lançamento.

 

Alessandro Machado, da Cedro Capital, empresa gestora de recursos com atuação no Distrito Federal, apontou o “Vale da Morte” como o período quando o setor público deve ser mais presente. “Do ponto de vista do investimento, é fundamental que o setor público tenha participação na camada inicial da inovação, nos primeiros passos, que é onde a ideia brilhante vira uma empresa. Após isso, o próprio setor se retroalimenta com investimentos”, explicou.

 

O representante da Cotidiano Aceleradora, André Fróes, afirmou que o apoio do governo nessa etapa é fundamental para criar uma cultura de empreendedorismo local. “Precisamos ter casos de sucesso que inspirem empreendedores a ficar em Brasília. É fundamental que empresas locais fomentem start-ups locais, que o governo local invista em empresas de inovação locais. Só assim vamos inverter esse fluxo de perda de talentos”, disse.

 

Apoio do GDF

Cerca de R$ 673 milhões já foram investidos pelo GDF no setor de TIC desde 2019. Mais R$ 1 bilhão deve ser investido nos próximos anos em gestão de sistemas, em sua maioria na modernização tecnológica do governo. Além disso, a Secretaria de Economia aliviou a carga tributária do setor ao reduzir o ISS de 5% para 2%. Os números animadores foram apresentados pelo secretário André Clemente aos participantes durante sua fala.

 

“Temos que ser mais agressivos, do contrário não estaremos na vanguarda”, afirmou Clemente. “Durante a pandemia, a Secretaria de Economia disponibilizou mais de 400 serviços de forma totalmente virtual para o contribuinte. Crise não é desculpa, é oportunidade”, completou.

 

Para o ano que vem, André Clemente afirmou que o governo deve investir cerca de R$ 20 milhões na atração de grandes eventos para Brasília, muitos deles relacionados ao setor de tecnologia.

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira, comemorou o diálogo aberto no encontro. “As melhores soluções acontecem nesses diálogos com os setores produtivos”, afirmou. “Estamos consolidando uma matriz econômica importante para o GDF”, classificou.

 

Presentes

Estiveram também presentes na quinta oficina do módulo “Hora de Ouvir” do Fórum Econômico “A Economia Pós-Pandemia” os presidentes de entidades Paulo Foina (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação) e Hugo Giallanza (Programa Nacional de Aceleração de Startups), além de representantes de empresas e entidades empresariais e acadêmicas.

 

Por parte do governo, além do secretário de Economia, André Clemente, estiveram presentes os secretários Gilvan Máximo (Ciência, Tecnologia e Inovação) e José Eduardo Pereira Filho (Desenvolvimento Econômico), a secretária Executiva do Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do Distrito Federal (CPPGG-DF), Rose Rainha, o presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Jean Lima, e os subsecretários Rafael de Sá Marques (Fomento à Inovação) e Danillo Ferreira dos Santos (Fomento ao Empreendedorismo), entre outros auxiliares.