Governo do Distrito Federal
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16/09/20 às 12h05 - Atualizado em 17/09/20 às 12h28

Na pauta do segundo dia do webinário Setembro Amarelo, a saúde mental de crianças e adolescentes

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Seminário virtual faz parte da programação da Secretaria de Economia em alusão à campanha nacional de prevenção ao suicídio

 

Nessa terça-feira, 15, segundo dia do seminário virtual Setembro Amarelo, promovido pela Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), da Secretaria de Economia (SEEC), o presidente da Codeplan, Jeansley Lima, e o médico psiquiatra da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, Carlos Guilherme Figueiredo, debateram dados e ações para a promoção da saúde mental, com foco nas crianças e adolescentes. As palestras fazem parte da programação da semana nacional de prevenção ao suicídio, que vai até esta quarta-feira (16), com transmissão ao vivo pelo canal da secretaria no YouTube.

 

A mediação do webinário foi feita pela secretária-executiva de Valorização e Qualidade de Vida, Adriana Faria, que destacou a importância da reflexão sobre saúde mental e suicídio: “Há quem diga que já estamos vivendo a quarta fase da pandemia, que consiste no agravamento das doenças mentais. E hoje as crianças e os adolescentes foram os focos das palestras. Muita gente ainda não acredita nessas ocorrências, mas elas são uma realidade devastadora. Sabemos que 90% dos suicídios são evitáveis, mas, para isso, é preciso agir”, alertou.

 

A fala do presidente da Codeplan evidencia o esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) em usar dados científicos para o norteamento da elaboração das políticas públicas. Segundo ele, um estudo epidemiológico feito em 101 países, entre 2000 e 2009, constatou que 14% dos suicídios ocorreram entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O índice é alto e é necessário levar em conta que há subnotificação de casos, principalmente entre crianças. “O Brasil é o quarto país do mundo em números absolutos de suicídio por ano. No DF, as mortes por suicídio estão em quarto lugar entre as causas externas, atrás apenas de homicídios, acidentes de trânsito e quedas”, afirmou.

 

Com dados em mãos, o foco passa para a descoberta de como reduzir os suicídios de crianças e adolescentes. As intervenções no ambiente escolar, por exemplo, são muito importantes e envolvem discussões, trabalhos de conscientização, além da abordagem diferenciada no caso de alunos com depressão, que sofreram algum tipo de violência ou com algum quadro de transtorno mental. Também foi abordada a importância do treinamento de todos os profissionais que têm contato com os estudantes no ambiente escolar.

 

Na sequência, o psiquiatra da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, também ligada à Sequali, Carlos Figueiredo, enfatizou a relevância da campanha: “O mais importante não é falar sobre o suicídio. O que temos de fazer é informar, mostrar dados científicos”, afirmou. “Até 20% das crianças têm algum tipo de transtorno mental. Se elas não tiverem acesso ao tratamento adequado, até por falta de informação, podem chegar ao suicídio”, alertou.

 

Durante a pandemia, as crianças também precisam de atenção especial. “É necessário que se respeite o distanciamento físico, mas temos de incentivar as crianças a terem contato com familiares por meio de troca de mensagens, de ligações, além de encontrarmos outras maneiras de manter este vínculo”, orientou o psiquiatra.

 

Na segunda-feira (14), foi lançada a cartilha de prevenção ao suicídio. Para acessar, basta clicar aqui! Confira também a cobertura da abertura do webinário.

 

Nesta quarta (16), o último dia de palestras, a partir das 14h, a discussão será sobre “Prevenção, serviços para a sociedade e direitos humanos”. Confira aqui